quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CASAMENTOS E SEPARAÇÕES...

Tanto um quanto o outro, deveria ser meditado e pensado com cuidado e carinho. O problema é que, nós, em nossa loucura, ou movidos pela paixão (estado febril dos sentimentos que confundimos com o amor; na verdade, a paixão é um desequilíbrio do sentimento de amor, a caminho, quiçá, até do ódio que é aquele sentimento totalmente adoecido), somos levados a tomar decisões apressadas e sem considerar as várias faces da questão.

Portanto, somos os únicos responsáveis por nossas escolhas. Afinal, tudo isto e TODAS as demais situações que nos envolvem, são resultantes de nosso livre arbítrio.  Consequentemente, se as nossas emoções estivessem subordinadas à razão, como deveria ser, evitaríamos muitos dissabores e sofrimentos que seriam, a priori, desnecessários, porém, em consequência de nossa "loucura" acabamos tornando-os necessidades em nossas vidas.

Mas, foquemos um pouco mais sobre a questão das SEPARAÇÕES...

Antes de tudo, se tal "questão" vem ou se coloca em pauta, é porque não deveríamos ter casados, para início de conversa. Então, se casamos, foi porque tudo o que dissemos acima, não foi considerado, ou sequer tido em conta. Agora, como os seres humanos não sabem viver, exceto, dentro das reações, pensamos, consideramos e/ou achamos que a separação é o melhor caminho. Que ela vai nos trazer liberdade, que com ela poderei ser feliz, que vou ter ou conseguir o que quero e etc.

Tudo isto são mais daquelas tantas ilusões que gostamos de alimentar, por satisfazer nossos desejos, muitos deles escondidos até de nós mesmos... Esta é uma dicotomia humana oriunda do fato de não nos conhecermos. Pensamos que nos conhecemos, sequer imaginamos que este pensamento é uma baita ilusão. Se ele fosse real, muitas das coisas que nos acontecem não aconteceriam.

E a humanidade seria diferente! Estaríamos vivendo o que alguns consideram como o Paraíso!

RETOMANDO...

Obviamente, existem situações que se mantidas trarão consequências piores do que a separação em si. Deste modo, cada caso é um caso, mas, enfim, cada um, independentemente de qualquer atitude, a favor ou contra, deveria meditar com vagar antes de tomar medidas finalísticas ou, pelo menos, com esta intenção. Isto sem considerarmos que a maioria das nossas “finalizações” não passa de meras especulações quando não de ilusões.

Ocorre assim porque, as “questões” não estão fechadas ou focadas nos outros, e, sim, em nós mesmos. Deste modo, se não resolvermos as “coisas” conosco, não iremos resolvê-las por fora de nós.

RECEITA DO BOLO?

Não pretendemos trazer uma receita de bolo neste texto, até mesmo porque tal é impossível em tão poucas linhas, mas, gostaríamos de deixar aqui algumas outras reflexões, além das já pontuadas nas linhas acima, para os amigos e amigas, companheiros e companheiras, ou irmãos e irmãs que vierem a se depararem com o nosso texto.

Assim, antes de nada, e, em todas as circunstâncias, saibamos que:

VIVER É UM DESAFIO...

E se tal é verdade, saibamos que o fato de se separar pode vir a não resolver todos os nossos problemas, aliás, até pode seguir na direção oposta do que pensávamos. Por que acontece assim? Por que a separação, nem sempre, é a solução?

Simples, por que...

Conseguir ficar bem consigo mesmo, não é tão fácil e simples assim não... Não é algo resultante de fora para dentro, isto é, não depende dos outros ou das circunstâncias fora de nós. Ficar bem consigo mesmo é resultante do trabalho que o individuo faz sobre si mesmo, consequentemente, é proporcional ao conhecimento que a pessoa tem de si mesma.

Em resumo, estar bem consigo mesmo não ocorre ou advém em passes de mágica! Sem trabalho, sem conhecimento de si mesmo, redunda na inexistência de resultados efetivos ou reais. E, mais, os resultados são proporcionais ao conhecimento e ao trabalho levado a efeito sobre si.

COMPREENDA E ACEITE QUE:

Ninguém é do jeito que gostaríamos: Nem nós mesmos!

Se formos sinceros e honestos conosco mesmos, seremos obrigados a concordar com esta premissa. Do mesmo modo, que ninguém muda ninguém. A única pessoa que possui o poder de mudar o outro é ela mesma. Se você tem ou alimenta esta ilusão, saiba então: Está fadado(a) ao fracasso, à decepção, à frustração e muitos etc’s. Simplesmente porque estás alimentando amargas ilusões. E elas lhe cobrarão o devido preço, em hora oportuna. E a responsabilidade é toda sua, pois, afinal, foi você mesmo quem alimentou as ilusões. Ninguém mais!

A maioria dos que pensam em se separar, consideram que terão todos os seus problemas resolvidos. Só que não, porque,

Antes de olhar para fora, é prioritário consigamos olhar para dentro de nós mesmos.  Sem resolvermo-nos por dentro, jamais vamos conseguir resolver as coisas por fora! Simples, assim!

CULPAS...

Muitos se sentem culpados quando a questão da separação vem à tona... No entanto, não importa qual seja a CULPA, o fato é que só devemos aos outros, na medida em que devemos a nós mesmos!

Certamente, em alguns ou na maioria dos casamentos, o parceiro ou a parceira, acaba por atravancar ou dificultar o crescimento do outro. Sobre isto, algumas considerações se fazem necessárias...

Aprender a se abrir para aprender é o grande segredo!

Se você busca o crescimento pessoal e etc e o seu parceiro(a) não, você não pode se deter apenas para satisfazer o outro, ou para caminhar no mesmo ritmo do outro.

ALTERIDADE...

É o grande desafio deste milênio e do novo mundo que se avizinha (estamos adentrando, firmes, nas dores do parto da Nova Era ou do Novo Mundo, por isto, estamos vendo o crescente das agonias, dos desafios, das dores, das lutas... em todos os terrenos, porém, e, seja como for, o como estamos a caminho, corre por conta de cada um de nós). Sem a alteridade, sem aprendê-la, não poderemos prosseguir nossa jornada aqui na Nova Terra, mundo adentro da Era de Regeneração (ahhh, Nova Jerusalém, quem são os que de fato e realmente estão te percebendo descer dos céus íntimos?).

A humanidade, e, cada um de nós, em particular, verá e nos veremos confrontados, e cada vez mais e com maior intensidade, com o desafio de aprendermos a lidar e a conviver com as diferenças... Isto é a alteridade... Saber conviver com as diferenças!

Esta é uma lição imprescindível neste início de milênio e, consequentemente, dentro e fora do casamento, seja nas relações sociais, comunitárias, grupais, familiares e etc.

Aprender a respeitar os direitos alheios, tanto quanto os nossos próprios direitos, é lição imorredoura para todas as épocas, tempos, situações, circunstâncias e etc.

Respeito não é subjugação, não é humilhação, não é destruição... É convivência, é compreensão, é aceitação, é saber e aprender a viver respeitando os limites e liberdades alheias e próprias. É lição de maturidade, é lição que nos transformará em novos homens e mulheres do Terceiro Milênio.

Por conseguinte, seguindo os parâmetros apontados, é saber ver e compreender o ritmo do outro e o nosso, é saber ver se o outro está mesmo caminhando, se ele quer mesmo caminhar ou não. É respeitar tudo isto! Portanto, o outro tem o direito de escolher não caminhar, mas, não tem o direito de me exigir, cobrar etc a fazer o mesmo.

Necessitamos aceitar os outros como são, o que não significa termos de compactuar com os erros ou os descalabros alheios. Também, não temos que forçar os outros há nada. Devemos respeitar sempre, do mesmo modo que os outros são obrigados a respeitar-me. Assim, dentro destes parâmetros, os problemas do outro são do outro, do mesmo modo, os problemas meus são meus. E cabe a mim, resolvê-los. Do mesmo modo, cabe ao outro resolver seus próprios problemas.

Esses também são limites tênues que nos exigem bom senso e maturidade. Os meus problemas tanto quanto os de qualquer um, não poderão exorbitar das margens e limites individuais afetando a coletividade.

O grande problema humano atual é saber traçar estes limites e verificar se os problemas individuais estão afetando mesmo ou não a coletividade. E quais supostos “problemas” deverão ou não ser considerados como tais. Lembrando que o novo sempre é recebido na pauta da rejeição, da resistência e etc pelo velho ou pelo status quo. E se nos deparamos com estas questões a nível social e coletivo, o mesmo também está ocorrendo nos círculos familiares, pessoais e, como não deixaria de ser, no casamento.

APRENDIZAGEM, PROGRESSO, CRESCIMENTO...

Podemos e devemos dar o apoio possível que se encontra em nossas condições e possibilidades, porém sem invadir os limites e as responsabilidades alheias (do outro). Não podemos fazer pelo outro, do mesmo modo que não podemos obrigá-lo, pois tal não é de nossa competência (o melhor caminho sempre é o da orientação). Portanto, devemos cuidar para que a nossa ajuda não seja uma desajuda e etc.

Depois de tudo,

Se, por um lado, é triste ver e/ou constatar que aqueles que estão à nossa volta não querem o mesmo que nós, mormente, falamos relativamente ao crescimento pessoal, também não podemos nos deter apenas para satisfazê-los... Não seria justo para conosco. Encontrar o equilíbrio, saber decidir, aprender a se afastar ou quando devemos nos aproximar e etc são desafios que nos esperam...

E mais, se temos intenções ou pensamos em separação, devemos pensar nos PORQUÊs (motivos, razões etc) que nos levam ou me impulsionam a sair ou terminar a relação, do mesmo modo, devemos pensar também nas razões, motivos e etc que me levaria a permanecer na mesma.

ATITUDE DE MATURIDADE SEMPRE!

Porém, maturidade é conquista, é resultado de trabalho, de esforço, de empenho, de construção...

A UM PASSO...

Se seguirmos as reflexões assinaladas, e com mais alguns passos de maturidade e de bom senso, conseguiremos a vir nos decidir por uma ou outra solução, sem nos projetarmos em arrependimentos tardios ou sentimentos de culpas futuros.

Seja como for, uma coisa é certa, cabe-nos compreender e aceitar a realidade de que,

A separação não vai nos tornar ou trazer: Seja a felicidade, o prazer, a satisfação, a alegria de viver, a liberdade e etc.

Tudo isto, são conquistas íntimas, internas. E podemos tê-las ou não, independentemente de nosso estado, condição, situação e etc. Ou seja, podemos ter isto, casados, separados, solteiros, ricos, pobres ou etc.

Cada situação, cada circunstância pode-nos ser uma agravante ou uma atenuante ou não, mas não poderá ser paralisante. Se realmente queremos, de verdade mesmo, a oportunidade sempre surgirá, no tempo certo e na hora adequada... Isto é líquido, justo e certo!

Saber agarrar a oportunidade ou não, corre por nossa conta e responsabilidade!

Então, tenhamos claro e sem ilusões, utopias e etc: Os atributos assinalados acima não são conquistados de fora para dentro, mas, sim, pelo caminho inverso.

FINALIZANDO...

Depois que resolvermos as várias questões (e, na maioria das vezes, que se encontram pendentes) conosco mesmos, aí, sim, teremos condições de decidir se devemos ou não separar, se vale a pena a lutar pelo casamento ou não e etc. Além disto, saberemos ou teremos condições de considerar e avaliar se o outro está disposto a mudar ou não, e, nesses casos, se vale a pena investir na relação ou não, ou, mesmo, na própria pessoa ou não. E muitas outras coisas a mais.

Sem esquecermos: Todas estas considerações são válidas, igualmente, para o casamento!

Em breves linhas é isto!

Até outra oportunidade meus irmãos e irmãs!



terça-feira, 19 de setembro de 2017

SEXUALIDADE HUMANA

Tentando trazer alguma contribuição para que este tema seja mais bem compreendido nos dispusemos a escrever o texto que se segue. A nossa expectativa é de que, no final do mesmo, pelo menos, as pessoas estejam compreendendo três pontos ou aspectos fundamentais da sexualidade: Gênero, Identidade e Orientação sexual.
Mas, antes de abordamos estas questões, é válido sabermos que a sexualidade humana é um terreno que se encontra em franco estudo e novas definições vai surgindo e sendo divulgadas atabalhoadamente. Indiferentemente de se os mesmos continuam sendo ignorados e/ou desconhecidos por grande parte da população. Este fato, de per si, deveria servir-nos para refletirmos sobre o quanto a sexualidade ainda é um tema melindroso, sensível e de tabu para a maior parte da humanidade.
O desconhecimento destas questões pode acabar nos levando a sermos atropelados pelas situações e/ou circunstâncias, relativas ao campo da sexualidade. Situações e circunstâncias estas que não esperam estejamos preparados ou prontos para lidar ou fazer frente a elas, definindo que apenas nos movemos ou fazemos algo quando somos açoitados pela tempestade.
Estas situações além de definirem a nossa situação ante o tema, comprovam que grande parcela da população ainda tem como fontes de informações as novelas e/ou noticiários da TV. Porém, estes abordam somente assuntos que lhes interessem em alguma medida, e, muitas vezes, igualmente, não esclarecem a contento, devido ao fato mesmo da exposição obedecer a determinados interesses e critérios que não são os do esclarecimento.

O certo é que toda esta confusão, relativas ao campo da sexualidade, são originárias de fontes várias e diversificadas ao longo do tempo. E se os vários "problemas" relativos ao campo da sexualidade, estão se tornando cada vez mais comuns, de um lado; por outro, continuam desconhecidos e/ou sendo rejeitados, quando surgem a lume, pela grande maioria das pessoas.
É verdade que a liberdade de expressão, aquisição adquirida, particularmente, nos últimos tempos, e, por certo, muito bem vinda, a qual está se tornando cada vez maior, graças a Deus, auxilia no surgimento, ou, ao menos, traz à tona diversos aspectos e as várias questões e problemáticas relativas à sexualidade; as quais, antes disto, passavam desapercebidas ou tendo existência nos subterrâneos humanos.
Deste modo, contrastando com poucos anos atrás, hoje em dia, todas essas problemáticas se tornam ou se dão a conhecer mais aberta e francamente. No entanto, além de toda resistência que o assunto encontra; por outro lado, o fato de estar saindo dos porões, não resolve ou dá solução a estas mesmas questões e não as tornam mais aceitas ou faz com que sejam mais bem compreendidas.
A escassez de estudos mais aprofundados, herança das resistências e preconceitos de se abordar o assunto pelas gerações anteriores, conduziram os estudiosos e pesquisadores a percepções e conclusões parciais, e, ao mesmo tempo, a uma falta de abordagem mais livre, mais isenta e mais ampla, por parte de psiquiatras e psicólogos destas gerações; circunstâncias estas que nos levam a encontrar muitas divergências na atualidade, acerca de tema tão intricado e impactante na vida social e individual da humanidade.

Outro aspecto relativo ao desconhecimento do assunto, deve-se a pouca divulgação, o quê, também, demonstra o quão pouco estamos preparados para abordar e tratar deste assunto. Como dissemos no início, a sexualidade continua sendo um terreno melindroso, sensível e de bastante tabu por grande parte de nós outros. Não nos sentimos bem falando sobre ele, seja com os iguais ou entre pais, filhos e etc. O que vai originando os diversos guetos do “sexualismo”, seja no âmbito individual, familiar ou social.

Muito bem!
Após este rápido vislumbre da situação, dentro do campo da sexualidade, vamos nos deparar com muitos termos e definições que acabam nos trazendo mais confusão, em vez de nos trazer clareza e explicações apaziguantes. Hoje em dia, expressões tais como homossexualidade, heterossexualidade, bissexualidade, gays, lésbicas, travestismo, drag-queens e etc já não são suficientes para designar todos os aspectos e situações que surgem da e na área que hora abordamos como temática.
Por conseguinte, ao pesquisarmos sobre o tema da sexualidade humana vamos encontrar novos vocábulos, ou não tão novos assim, como: hermafroditismo, transexualidade, transgênero, bigênero, pangênero, assexualidade, androginia, cisgênero, parafilia, fetichismo, CDs ou crossdressers, transformistas e outros tantos.
Juntando-se ainda o fato que estas definições (vocábulos) se interligam uns aos outros, por exemplo, a pessoa pode ser transgênero e, mesmo assim, ter uma orientação hetero, homo ou bissexual e etc, nos confundem ainda mais, antes que esclarecendo às nossas cabeças.

E nessa Babel, pelo menos, quanto a três aspectos, os diversos estudiosos são unanimes, considerando que os mesmos são fundamentais, e, portanto, comuns a todos, a saber: gênero, identidade sexual e orientação sexual.
As definições a seguir são capitais e, por conseguinte, nos darão um bom caminho para abrirmos entendimento sobre a temática da sexualidade.

GÊNERO:

Corresponde ao sexo da pessoa. Assim, temos o sexo ou gênero feminino e o masculino. Temos também aqueles que nascem com características sexuais tanto de um sexo quanto de outro: os andrógenos e os hermafroditas, sendo que os últimos nascem com ambos órgãos, geralmente, com um predominante. Quanto a estes, seu gênero costuma ser considerado de acordo com as características físicas predominantes – femininas ou masculinas. Entretanto, em alguns países, são adotados e vistos como um terceiro sexo.


ORIENTAÇÃO SEXUAL:

Diz respeito à atração que os indivíduos sentem por outros. A orientação sexual envolvem questões sentimentais e não somente sexuais. Assim, se a pessoa gosta de indivíduos do sexo oposto, falamos que ela é heterossexual (ou heteroafetiva). Se a atração é por aqueles do mesmo sexo, sua orientação é homossexual (ou homoafetiva). Há também aqueles que se interessam (sentem-se atraídos) por ambos os sexos: os bissexuais (ou biafetivos).

Alguns estudiosos consideram, ainda, os ASSEXUAIS, que seriam aqueles indivíduos que não sentem nenhuma atração sexual; e os PANSEXUAIS, ou pessoas cuja identificação com o outro independe de seu gênero, orientação, papel e identidade sexual. Há outras fontes que adotam a pansexualidade como a abrangência e o interesse sexual por animais ou outros seres vivos e até mesmo por objetos.


IDENTIDADE SEXUAL:

A identidade sexual é a forma como o indivíduo se percebe em relação ao gênero que possui.

Quando a pessoa de determinado gênero se sente mais como se fosse de outro, independentemente de sua orientação sexual (às vezes, relativamente, até mesmo em contradição ao seu papel sexual), dizemos que ela é transgênera e/ou transexual.


TRANSEXUAL:

São pessoas, masculinas ou femininas, que sentem um conflito entre a sua anatomia fisiológica (gênero) e o seu psiquismo (identidade sexual). Ou seja, estas pessoas conflitam entre o seu gênero e à sua identidade sexual, possuindo um forte desejo de modificar o corpo, através da terapia hormonal e de cirurgias de redesignação sexual.

Os transexuais geralmente possuem uma orientação sexual heteroafetivas. Ou seja, se a sua identidade é feminina, sentiram atração por homens e se masculina, por mulheres.

Aqui vale lembrar, que alguns estudiosos consideram como transexuais somente aquelas pessoas que fizeram a cirurgia de redesignação sexual. Estes estudiosos em particular, classificam todos os que sentem certo conflito entre a sua identidade e o seu gênero, como transgêneros.


TRANSGÊNERO:

São aquelas pessoas, tanto masculinas quanto femininas, que sentem a necessidade de poder se expressar como o sexo oposto (usando roupas ou outros adornos, por exemplo), mas não tem a necessidade intensa de modificar sua anatomia corporal ao ponto de fazerem cirurgias de mudança de sexo.

Dentro deste universo, as mulheres são mais bem aceitas pela sociedade, passando despercebidas por esta mesma sociedade. Uma vez que as mulheres se portarem ou usarem acessórios e etc que seriam mais definidores da masculinidade, tais como roupas, adereços, cortes de cabelo e etc, são mais aceitáveis e mais bem acolhidas pelas sociedades machistas.

No caso dos transgêneros, nem sempre a sua orientação sexual vai compatibilizar par a par com a sua identidade sexual. Neste sentido os transgêneros sentem o desejo e a necessidade de se manifestarem ou expressarem como o sexo oposto; no entanto, nem sempre a sua orientação sexual será estritamente vinculada à sua identidade sexual. Isto é, no campo da transgenia a orientação sexual poderá ser heteroafetivo, homoafetivo, biafetivo, assexual ou, mesmo, pansexual.

Por conseguinte, nem todo transgênero é homossexual, como muitas cabeças consideram e pensam. Ele poderá ter outras orientações sexuais, variando de indivíduo a indivíduo, e sempre lembrando que identidade sexual é uma coisa, e, orientação sexual é outra.

Certamente, neste texto não tivemos a pretensão de desbravar todo o universo da sexualidade humana, pois o mesmo se mostra cada vez mais amplo, intricado e complexo; mas, simplesmente, pinçar alguns pontos, visando ajudar as pessoas a entenderem um pouquinho mais algumas das questões e matizes que envolvem esta tão controvertida sexualidade humana.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

AS VOLTAS QUE A ILUSÃO DÁ

Não sei se a falta de Conhecimento é maldição ou bênção. Passeando pela praça, naquele domingo de sol, de um dia de primavera qualquer, onde a luz tem nuances de calor e aconchego, você se senta naquele banco, em baixo de linda ramagem com flores perfumadas. Olhando em volta, observa um casal de namorados, trocando suas juras, de carinho, amor, ou sensualidade... Olhe mais de perto, talvez, sejam apenas os impulsos da flor da adolescência; estão, entre sorrisos e serelepises próprias da juventude que não se preocupa com mais nada, exceto as demandas desta época imaginária de nossas vidas. Observando seus gestos, os comportamentos sutis que tentamos esconder, por entre as distrações do inconsciente, podemos observar os traços fisionômicos de um e outro, e chegamos a saber quem é quem e qual é o quê. Afinal, não somente o corpo fala. Os gestuais também, as roupas idem, as danças que dançamos uns com os outros nos sutis jogos psicológicos igualmente... Nossos poros exalam determinados e específicos odores... Que nem todos conseguem captar... E o ar fica inebriado com os aromas que a brisa traz, vindas daquela determinada direção... E você olha e entende, cada gestual, cada movimento de cabelo sendo lançado para trás, as mãos delicadas correndo pelos próprios cabelos, o tombar da cabeça... O sorriso do rapaz, diz tudo... Seu olhar... Hããã, o olhar... O engraçado e triste da história, você olha, vê e conclui: Que roubada um ou outro está se metendo! Na verdade os dois! Se um pudesse ver o outro, se pudesse enxergar por entre as tramas luxuriantes que a paixão tece à nossa volta, pularíamos rápido do barco, pois que perceberíamos, irá a pique logo mais. Descemos do altar, escoltados pela brisa suave das ilusões que mostram miragens lindas e bonitas, lá longe, no horizonte que nossa imaginação alcança. Talvez, a ilusão tenha esse condão de não nos deixar enxergar além, ela não nos permite olhar para cima e ver, afinal, quebraria o encanto; então, não percebemos que no dobrar de monte não tão próximo assim, uma borrasca nos aguarda, o granizo estará afiado e a tempestade já se encontra formada nos espreitando com sua paciência tempestivamente calma, sossegada, sem pressa, em seu próprio tempo. Não no nosso! Mas, naquele momento mágico para nós, estamos embalados pelo encantador canto das sereias, melodia que nos arrancam arroubos, no pipocar dos aplausos à nossa volta, nos desejos do melhor do mundo para nós... E não vemos que este melhor é na verdade pior. Mas, ali, no enebriar daquele canto mágico, quem se importa de ver? De constatar? Talvez um ou dois. E se pudêssemos ver, veríamos que estão sérios, pois sabem, em sua sabedoria, onde atolamos os pés. Mas, eles não podem fazer nada, a não ser nos dedicar o seu respeito e nos permitir a liberdade de escolher os próprios caminhos... Mesmo que estejamos semeando as próprias dores de futuro! No entanto, em sua sabedoria compreendem que o sofrimento é mestre insofismável. É triste, lamentável. Mas, não nos damos conta de nada disto. Afinal, não ver pode ser bênção de momento, porque, se entramos em sintonia com um "TRAIDOR(A) COMPULSIVO(A)"... É, existe isto sim, achas que não? Então, te desejo muita sorte... e forças! Forças é bom. É bom para assumir a responsabilidade pelas consequências... Apesar de não querermos não! Conquanto não exista eterna fuga. De outro lado, tomara que as experiências dolorosas nos abram os olhos. No entanto, se ficarmos somente na lastimação, certamente, não aprenderemos nada e tudo tenderá a se repetir de novo. Que necessidade é esta, afinal, minha(meu) filha(o)?! Bom, isto é coisa sua, para cada um resolver consigo mesmo.... Então; se casamos com alguém, como vimos falando, é porque temos sérios problemas a resolver consigo mesmo. Coisa da intimidade própria. Cegueira! Por outro lado, a cegueira não deve ser tão ruim assim não. Eu não gosto, mas pelo fato de eu não gostar, não quer dizer que não exista quem adore. Sabia que existem pessoas femininas e masculinas que são chegados a parceiros "safados"? É verdade, adoram! Eles não gostam muito é de quando chega a conta. Mas, afinal, o quê isto?! A pessoa quer se lambuzar, chafurdar, fazer e acontecer. E, depois, sair sem pagar a conta? Como se nada tivesse acontecido? Sinto muito, mas isto não existe não. Em nosso mundo, você até consegue enganar e se dar bem aqui ou acolá. Porém, querer enganar a Vida é loucura. Novamente, sinto informar, não vais conseguir. E mais cedo ou mais tarde, a conta chegará, tão certeiramente que vai te abalar!!! (rsrs) Por isto, que de mim para comigo mesmo, lastimo o tempo que perdi sendo cego. Adormecido! Poderia ter evitado muitos problemas e dores... Bem, ao menos aprendi que SE QUERO SER FELIZ, tenho de abrir mão da cegueira! Se é que me entende.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

AS PANTOMIMAS HUMANAS...

Os discursos dos ministros do Supremo, são iguais aos dos políticos: Uma pantomima! Ou seja, falam uma coisa e fazem outra! São lindos e corretos, mas as atitudes são feias e desprezíveis. Sinceramente, não sei como tem pessoas que ainda acreditam em algum político depois de tudo o que estamos vendo. Para a política acorrem todos os que buscam cometer seus crimes sob a proteção da barba da Lei. Respostas? Meu amigo, minha amiga, está muito difícil. A corrupção grassa mundo afora. Os homens maus, hipócritas, fingidos, falsos e etc. assumem as cadeiras do poder, em ressônancia aos apelos e sintonizados com seus comadados. É a hora da Grande Prostituta e de seus filhos, os Falsos Profetas. Os observamos em todas as áreas da Sociedade... É o momento grave de aferição dos nossos valores. Somente os que perserverarem até o fim, no esforço da prática do bem e de renovação própria, é que serão salvos; isto é, poderão permanecer na Nova Jerusalém; ou seja, na Terra renovada, da qual estes homens maus serão expurgados em exílio para novas plagas de nosso Univereso. As pessoas fingidas, falsas, hipócritas, mentirosas, mesquinhas e etc. etc. etc. etc. não ficarão por aqui. Entretanto, passar pelo momento de Transição que corre celere em direção à Humanidade, não vai ser tão difícil assim não. Porém, se manter por aqui já são outros tantos. Somente permanecerão na Nova Terra os Homens de Bem. Leia a próxima postagem para saberes quem são os Homens e Mulheres de Bem e se te encontras dentro deste padrão.



O HOMEM DE BEM

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria. Sabe que sem a sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.” Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as Leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

CONSTRUÇÕES

No ser humano está tudo por construir.
Nada nasceu de graça ou ao acaso.

O amor é uma construção,
Se hoje amas, é porque amastes no ontem.
O ontem pode ser o passado desta vida,
Ou o passado remoto de outras vidas.

A capacidade de sentir, é construção.
A capacidade de pensar, é construção.
A capacidade de raciocinar, é construção.
A capacidade de ver, é construção.
A capacidade de ouvir, é construção.

A CAPACIDADE DE NOS RELACIONARMOS BEM
OU MAL FOI E É UMA CONSTRUÇÃO.

A capacidade de andar, é construção.
O corpo físico que hoje envergamos,
foi uma construção ao longo do tempo e do espaço.

Cada órgão foi construído passo a passo.
Desde os menores processos atômicos,
passando pelos reinos mineiras, vegetais até aos animais e homens.

TUDO EXISTENTE NA CRIAÇÃO É UMA CONSTRUÇÃO.

O BEM E O MAL É UMA ESCOLHA DO QUE RESOLVEMOS POR CONSTRUIR.

Construa boas coisas e viverás bem!

O Big Bang foi o início de tudo,
mas antes dele tudo já estava plasmado na Mente Divina.

Se tu não construíres,  caminharás bem devagar pelas
estradas da evolução.

Temos a opção de construir a alegria ou o sofrimento.

Pense bem e vida sabiamente as oportunidades que nos são ofertadas.





domingo, 14 de agosto de 2016

A RESPONSABILIDADE DOS PAIS

EM RESPOSTA À POSTAGEM DO DIA DOS PAIS, alguém me disse:

Carlos, estamos num planeta de expiação e provas. Onde somos bastante imperfeitos. Natural que ainda tenhamos tantas mazelas para tratar. Somente com Jesus no comando poderemos ser pais melhores. E conseguir cuidar de nossos filhos adequadamente.

Em partes, é verdade sim. Mas, como me disse um Mentor Espiritual:

+ Explica, mas não justifica. +

Se, como pais, não fôssemos tão preguiçosos, isto é, preocupados apenas com as questões materiais e com o próprio umbigo, teríamos outras posturas e prestaríamos mais atenção aos nossos filhos.
Em pequenos, podemos observar suas dificuldades e tendências. Porém, em vez de ficarmos atentos para ajudá-los, achamos uma gracinha e aplaudimos o que representa uma dificuldade para o nascente, que antes de tudo é um espírito imortal que traz consigo dificuldades e conquistas.

RESULTADO: Dá no que podemos observar na adolescência e na idade madura(?) ou adulta.

O TEXTO ABAIXO NÃO É MEU:

O encargo de guiar os primeiros passos dos filhos e de os encaminhar para o bem cabe a seus pais, que responderão perante Deus pelo desempenho que deram a esse mandato.

Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais se aplicarem sem vacilar e com perseverança, para poder auxiliar corretamente o futuro adulto. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen das tendências (paixões) inferiores e o vício do egoísmo e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas.

Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixar se desenvolvam o egoísmo, o orgulho e as paixões inferiores, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se culpar a si mesmos e podem conservar tranquila a consciência.

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes terem combatidos desde o início as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, entre outros, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

A partir do nascimento da criança (do bebê), suas ideias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as ideias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

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Depois dos três anos, se torna mais difícil para os pais auxiliarem seus filhos a corrigirem os problemas de caráter (= as más tendências, as paixões inferiores etc) dos filhos. Após os sete anos, fica quase impossível. Depois desta idade já fica por conta do próprio ser, rever seus comportamentos, atitudes e etc.

Esta personalidade em formação, terá até, mais ou menos, em torno dos 14 anos, porque, neste período as tendências das personalidades do passado afloram. E o ser mostra quem de fato é!
A partir daí só mesmo com muita luta, garra e persistência é que o ser consegue se disciplinar. Mudar não! A mudança aparente, a partir deste momento, é DISCIPLINA ALCANÇADA, isto é, conquistada.

Por consequência, a partir dos 14 anos, só resta para o próprio SER: Disciplina, disciplina e disciplina.